E se for maravilhoso?

Quando o assunto é mudança dá até um frio na barriga.
A gente sempre imagina o pior, né?
“E se der tudo errado?”, “E se eu me arrepender?”, ou ” E se não for exatamente isso que eu realmente queria e for tarde demais?”
Esses medos associados ás mudanças vem de nossos ancestrais.

Realmente, não tivemos vidas fáceis até aqui. E, se você duvida disso, converse com pelo menos umas 10 pessoas que você tem intimidade e pergunte a elas sobre suas vidas. Talvez elas não tenha coragem de lhe contar a realidade que elas vivem interiormente, mas tenha certeza de que se 20 pessoas forem colocadas numa sala e começarem a falar sobre seus sentimentos em relação á vida, todas elas falaríam praticamente as mesmas coisas, e se todas tivessem a oportunidade de ter acesso a todos s depoimentos, elas sentiriam uma grande afinidade umas com as outras, porque no fundo somos todos iguais. Todos estamos aqui para aprendermos a nos amar, pra treinar a nossa auto estima, em primeiro lugar, e em seguida aprender a amar o próximo, e isso significa não julgar, e aceitar definitivamente que cada um tem um livre arbítrio. Respeitar as escolhas do outro, é também se respeitar. Tenha certeza, que se, mesmo internamente, você julgar alguém, isso voltará para você.

Somos todos livres, e cada um tem o seu momento de evoluir, a sua hora certa, que não é o mesmo para todos. E, tá tudo bem. Não adianta tomarmos ações boas e que julgamos certas, apenas por medo de não sermos bons o suficiente.
Nenhuma escolha baseada no medo te trará liberdade e paz.
A escolha certa é aquela feita com o coração.
Não adianta por exemplo, parar de comer carne, só porque você tá ouvindo muita gente dizendo por aí que isso pode ferrar com a sua saúde, então pra não se dar mal, você fez essa escolha.

Você tem que sentir dentro de você e saber o porque dessas escolhas. E se você ainda continua comendo carne, e não se tocou com esse assunto, tá tudo bem também. Cada um tem o seu tempo. Pode ser que o Joãozinho da esquina parou de comer carne, mas ainda nao recicla lixo em sua residência; já o Zé come carne mas recicla lixo, e ainda por cima ajuda todo mês alguma associação que precise; em compensação a Maria come carne, não recicla lixo, não ajuda nenhuma associação de caridade, mas tem uma fé enorme, e sempre reza quietinha pela humanidade. Com certeza a oração dela vai chegar em muita gente e salvar muitas vidas. Tem gente que não tem religião nenhuma, e eu sou uma delas(rs), mas que tem uma fé inabalável. Tem gente que nem fé tem, mas que já salvou a vida de uma criança, trazendo um lar a ela.

É por isso que julgar é tempo perdido e usado da pior maneira. Não somos nós quem validamos sentimentos, ações, escolhas.
Aliás a gente tem essa mania, né? De validar os nossos sentimentos. Isso também é julgamento. Quem disse que é ruim sentir raiva? Ou que você é um ser humano pior porque já sentiu ciúmes e sente inveja de alguém? Se a gente lidasse com os nossos sentimentos como se cada um deles fosse um filho que a gente carrega dentro da gente, seriamos mais amorosos com a gente mesmo.
Porque é exatamente assim que é. Aceitemos definitivamente quem somos, e tudo o que sentimos. Tudo o que vem de nós, do nosso coração é importante.
Não temos que ter vergonha do que vivemos internamente. Todos sentimos as mesmas coisas.
Mas, nós podemos escolher o caminho do medo, da separação, ou do amor que trás liberdade e compaixão para com a gente e com o próximo.
O caminho do medo nos aprisiona, nos congela, nos deixa parados e frustrados. Já o caminho do amor…. É libertador!

A mudança é uma estrada com dois atalhos. Você pode seguir como motorista de sua vida e decidir entre a estrada que te leva ao caminho do medo, ou a bifurcação ao lado de que te levará ao caminho do amor; ou então seguir como passageiro e deixar a vida te levar.
É claro que o destino existe, pelo menos eu acredito. Mas, o caminho certo pra chegar em seu destino, só você pode decidir qual será. E, o melhor é que você é livre. Você pode decidir seguir um caminho, e se mais tarde não der certo, tá tudo bem. Nunca voltamos pra estaca zero, por mais que pareça que sim. Sempre continuamos de onde paramos, e seguimos SEMPRE em frente, mas SEMPRE com muito mais bagagens, experiências, essas que te guiarão pra novos caminhos.

Nossos ancestrais sofreram muito, e a gente também, mas estamos no tempo final do sofrimento. Chegou uma NOVA ERA! Tempo de mudanças! Você não sente uma confusão de sentimentos acontecendo internamente e ao mesmo tempo um entusiasmo enorme ao pensar no que voce realmente quer pra sua vida ? Se a resposta é sim, o que está esperando?
Está com medo porque nunca fez isso antes ? Tente imaginar como as primeiras pessoas que embarcaram num negócio chamado “avião” se sentiram? Elas foram cobaias, né? Tiveram que ter uma fé enorme. Mas, perceba como aquilo que era inimaginável, de tanto fazermos, se torna fácil e parte de nossa rotina!
É sobre isso o texto de hoje. Se você tem medo de algo, transforme seu medo em hábitos.

Por exemplo: Eu morria de medo de dirigir. Era um medo inabalável, até que cansei de depender dos outros pra tudo. Eu queria me tornar independente e ser comandante de minha vida, e então decidi que pegaria o carro todos os dias durante 10 minutos, e ficaria dirigindo por perto, e sempre que eu ja estava acostumada com o local, eu avançava um pouquinho mais. Hoje, é tão normal pra mim. No passado, eu sofria tanto achando que eu nunca dirigiria sem medo. É até engraçado quando dou carona pra alguém e a pessoa me elogia dirigindo. Aconteceu esses dias. A mulher fofa que limpa aqui em casa de 15 em 15 dias, desabafou comigo sobre seu medo de dirigir, e disse que ela queria dirigir como eu. Apenas falei: Célia, querida, escute………
Enfim, contei minha história inteira a ela, e isso a motivou. O que ela não sabe e que inclusive preciso dizer a ela, é que ouvir os elogios dela só me deixou mais forte. Ta vendo como sempre fazemos diferença na vida das pessoas? Por isso não podemos validar o que sentimos, porque nossos medos são importantes e podem até ajudar alguém mais tarde.

Nada do que a gente vive é a tôa. Tudo tem um porque. Nada é por acaso, nem mesmo uma formiga que passa pelos seus pés. Tudo está conectado! 100 por cento do tempo.
Então, porque não esperar coisas maravilhosas do Universo? Dos anjos? De Deus? Da vida?

Quando for fazer uma mudança em sua vida, lemnre -se que no começo pode até ser dificil, mas quanto mais você praticar, mais seguro você ficará, e chegará o dia em que aquela novidade se tornará normal em sua vida. Hoje, dirijo no automático, e acho até engraçado quando lembro que eu tinha pavor de pegar no volante. rs
É comprovado que se você transforma seus medos, em hábitos, em pouco tempo aquela situação será normal em sua vida.
Nosso cérebro precisa de 21 dias pra se acostumar com algo novo. Experimente a fazer algo que sempre quis fazer, por pelo menos 21 dias. E quando pensar em fazer alguma mudança, mude o pensamento: E se não der certo? para “E se for maravilhoso?”

– Bruna Pinheiro

 

E se for maravilhoso ? Deveríamos nos perguntar isso a todo o momento. É o “medo” que nos leva, quase sempre, a acreditar que qualquer circunstância que poderia ser imensamente positiva, será um verdadeiro fiasco. O medo é a consciência do pessimismo, e o oposto do amor. O livre arbítrio nos leva a escolhas, que podem ser de amor, ou de medo. E por que não escolher o amor e os resultados maravilhosos?

Tudo o que fazemos na vida são escolhas, e escolhas são riscos. Às vezes acertamos, outras, nem tanto. E por que acreditar que esses riscos nos levarão a dores, desastres ou arrependimentos? Perdemos mais da metade de nosso tempo antecipando problemas e vivendo do “e se”. Aterrorizamos nossas vidas com crises de pouca fé, completamente movidas pelo medo. E um dos maiores agentes que move o medo, é a “mudança”. A mudança, embora seja o resultado do progresso, de que crescemos e do sinal de que estejamos prontos a seguir para a próxima fase do jogo da vida, é vista como assustadora.

Muitos passam grande parte de suas vidas estagnados porque não acreditam que estejam prontos a seguir em frente, optam por deixar de viver, e a preferir suas zonas de conforto, a tentar algo que possa lhes parecer assustador demais. E não é a mudança que gera esse sentimento, mas o “e se essa escolha for um verdadeiro fracasso”?

Mas e se evoluir, crescer e deixar para trás velhas crenças, velhos amores e velhas respostas, for a solução para uma fase de grandes conquistas, evoluções pessoais e novas experiências? Nunca achamos que estamos prontos para termos filhos, para assumirmos um novo cargo ou aceitarmos um desafio. Mas é apenas vivendo, que nos damos a maravilhosa oportunidade de descobrirmos em que estagio evolutivo estamos na vida, para desvendar uma nova fase e encarar nossos sentimentos de frente. E na maioria das vezes, ao final de um enfrentamento, pensamos: “Nossa, como sofri por antecedência… esse resultado foi maravilhoso, e como me sinto capaz!”.

Parte da estagnação vem de acharmos que não devemos mexer em time que está ganhando, mas a outra, de enfrentarmos crenças e medos sociais. Quantas pessoas se privam de suas verdadeiras felicidades, passando grande parte de sua vida imaginando o que os outros poderiam pensar. Quantas pessoas homo afetivas, por exemplo, se escondem de suas famílias, amigos e até de si mesmas, achando que não serão dignas de serem amadas se assumirem o que as fazem felizes? Enquanto suas motivações de felicidade deveriam ser motivos de orgulho, e não de fracasso. A preocupação com o que os outros irão pensar, nos paralisam. É importante ouvirmos nossa intuição e o nosso coração ao tomarmos decisões que influenciam apenas as nossas vidas. E percebermos se estamos fazendo aquilo por nós, ou pelo outro.

É tão fácil ser feliz. É tão corajoso ser feliz. Escolha ser feliz, e não tenha medo de suas escolhas.

– Camila Chagas