Virada Cultural começa hoje com happy hour no centro

Começa hoje (20) , a 12ª edição da Virada Cultural, promovida pela prefeitura de São Paulo. Com mais de 700 atrações, o evento, que vai até domingo (22), terá como novidade um happy hour na região central, das 17h às 23h, no perímetro entre a Avenida Ipiranga e a Praça da Sé, onde dez pontos receberão eventos de música e intervenções visuais. A promoção vai se integrar às atividades das noites de sexta-feira no centro e conta com parceria com os bares e restaurantes da região.

Entre os destaques desta sexta-feira está o Palacete Tereza Toledo Lara, que está em reforma e será o novo abrigo da Casa de Francisca, espaço de música onde artistas de diversas tendências se apresentam. O evento será uma espécie de pré-inauguração no novo endereço, com os artistas Ná Ozzetti, Arrigo Barnabé, Luiz Tatit, Kiko Dinucci, Siba e Juçara Marçal, entre outros, fazendo uma serenata na varanda do palacete para o público na rua.

Outra novidade é que a Virada será estendida para todas as subprefeituras da cidade. Ao todo, serão 28 ruas abertas, oito bibliotecas municipais, nove centros culturais, sete teatros municipais, 11 casas de cultura, 26 Viradinhas (especial para as crianças), 10 Centros Educacionais Unificados (Ceus), e cinco palcos externos montados nos bairros: dois na Zona Sul (Parelheiros e M’Boi Mirim); dois na Zona Leste (Parque do Carmo e Jardim Helena); e um na Zona Norte, em Pirituba.

No Palco Júlio Prestes, o principal da Virada, a abertura, no sábado, às 18h, ficará por conta de Ney Matogrosso. No domingo a partir do meio dia apresentam-se a Orquestra Sinfônica do estado de São Paulo (Osesp), além de Alcione, Criolo, Baby do Brasil e Armandinho e Nação Zumbi com a banda suiça The Young Gods.

Na Ocupação Anhangabaú, área localizada no Vale de mesmo nome, haverá as intervenções do Australia Now, maior evento de cultura australiana no Brasil, com duas performances: Snuff Puppets, com o espetáculo Everybody e Pyrophone Juggernaut, um instrumento experimental em grandes proporções que representa o pirofone, instrumento musical inventado em 1873, no qual a música é acionada por fogo.

Neste mesmo espaço estará o palco onde acontecem os musicais da Broadway em versão nacional. Serão apresentados: Elis, a Musical; Dzi Croquetes; Gilberto Gil, Aquele Abraço – o Musical;Raia 30 – o Musical; e Meu Amigo Charlie Brown.

Nos Cortejos Cênicos, iniciativa inédita, com programação itinerante, na qual os grupos desfilarão em cima de trios elétricos percorrendo o trecho entre Avenida Rio Branco e Avenida Ipiranga, com atrações de teatro, música, dança e circo. No Palco São João, o espaço será dedicado às mulheres, com apresentações exclusivas de artistas femininas. A Conexão Latina trará misturas de ritmos latinos , no palco da Barão de Limeira. No Largo do Paissandu, o espaço será da cultura popular, produzida na capital e cidades próximas.

A Virada prestará também uma homenagem ao gaúcho Júpiter Maçã, morto no final do ano passado. No Palco Arouche, espaço para a cultura LGBT, a programação será aberta com o Concurso Rainha da Virada e campeonato de dublagem. No Palco República, se apresentam músicos de todos os gêneros.

Segundo a Prefeitura, neste ano serão 1.500 seguranças particulares e mais de 1.000 policiais militares para fazer a segurança do evento. A infraestrutura da Virada também conta com cinco postos médicos, funcionando 24 horas por dia, com 42 ambulâncias, sendo 16 UTIs. Além disso, haverá 1.200 sanitários no centro e nos bairros.

Outra novidade é que neste ano mudou-se o formato da virada, com a diminuição de palcos, mas sem a diminuição de atrações. “Em vários lugares as atrações começam às 9h da manhã. Em outros como Sé, 25 de março Luz e Santa Cecília, não haverá atrações, mas ocorrerão outras intervenções durante o trajeto das pessoas. Isso implica em iluminar melhor o espaço e ter mais segurança”, disse a secretária municipal de Cultura, Rosário Ramalho.

A programação completa está no www.viradacultural.prefeitura.sp.gov.br

(Créditos: EBC)