Santos só empata com Santos do Amapá e terá segundo jogo em SP

Com uma folha mensal de R$ 70 mil por mês e o histórico de nunca ter avançado além da primeira fase na Copa do Brasil, o Santos do Amapá fez história na noite desta quinta-feira ao arrancar um empate por 1 a 1 com o Peixe Da Vila Belmiro. Fundado em 1973 justamente para homenagear a equipe de Pelé e companhia, os alvinegros do extremo norte do país chegaram a sair na frente com Rafinha. Joel descontou na segunda etapa. A partida ainda teve uma paralisação de 30 minutos por causa de um temporal que tornou o jogo impraticável.

Com a igualdade no modesto estádio Olímpico Zerão, em Macapá, as duas equipes voltam a se enfrentar no segundo jogo, por ora marcado para a Vila Belmiro, dia 28, na próxima quinta-feira. Só a viagem já foi motivo para muita comemoração dos nortistas.

Antes, Santos e Palmeiras fazem clássico na Vila Belmiro às 16 horas deste domingo pelas semifinais do Campeonato Paulista. O confronto é encarado como prioridade pelo clube da Baixada e, por isso, os principais jogadores ficaram no CT Rei Pelé treinando com Dorival Júnior, enquanto Lucas Silvestre comandou os reservas nesta quinta.

O jogo

A decisão de Dorival Júnior em mandar uma equipe repleta de reservas e meninos da base para a estreia na Copa do Brasil não diminuiu a responsabilidade do clube em conseguir um resultado positivo diante de um adversário que beira a condição de amador no futebol nacional.

Mas, Lucas Silvestre, que viajou ao norte do país para comandar a equipe, não conseguiu fazer com que os atletas correspondessem em campo. O time da Vila Belmiro finalizou apenas duas vezes na primeira etapa, ambas com Rafael Longuine. Na primeira, o chute de longe foi facilmente defendido pelo goleiro Zé Maria, de 37 anos. Em seguida, uma cobrança de falta que apenas assustou.

A equipe mandante, que claramente não se incomodava com o perde e ganha no meio de campo e com as poucas finalizações, chegou uma única vez ao gol de Vladimir. E bastou. Alison falhou no posicionamento pela direita e Rafinha recebeu a bola livre de marcação.

Dentro da área, o camisa 10 fuzilou. O goleiro do Peixe chegou a tocar na bola e Caju tentou evitar o gol. Apesar de toda a dificuldade do lance, o auxiliar confirmou que a bola passou totalmente da linha e o estádio Olímpico Zerão foi ao delírio, com direito a invasão do banco de reservas para comemorar o tento histórico.

“Não tenho dúvida nenhuma. Bola entrou realmente. É só felicidade. Sabemos da grandeza do Santos, impomos uma estratégia de jogo para fazer o gol em uma bola, mesmo jogando em casa, e estamos conseguindo”, comentou o autor da façanha, na saída para o intervalo.

Em busca de uma mudança de atitude, Lucas Silvestre sacou Serginho e Leandrinho para colocar Ronaldo Mendes e Igor, respectivamente. A equipe até voltou ligeiramente melhor, mas, logo aos 10 minutos, uma chuva torrencial, acompanhada de muito vento, obrigou o árbitro Joelson Nazareno Ferreira Cardoso a paralisar o jogo. Com o gramado encharcado, os dois elencos e a arbitragem foram para os vestiários para aguardar a situação melhorar.

Depois de 30 minutos, já sem chuva, mas com o campo ainda em péssimas condições, a partida foi reiniciada. E logo nas primeiras jogadas ficou claro que a bola aérea se transformaria na principal arma das duas equipes, pois a bola não rolava como deveria.

E assim, depois de muitas jogadas ríspidas e infinitas disputas pelo alto, o Santos da Baixada chegou ao empate aos 33 minutos. Em uma das dezenas bolas alçadas na área, Joel cabeceou, Zé Maria e falhou e a bola entrou. Tudo igual. E assim ficou até o apito final, obrigando o segundo confronto, dia 28, na Vila Belmiro.

(Créditos: Gazeta Esportiva)