Reflexão da primeira fase da Copa do Mundo

Ontem acabou a primeira fase da copa do mundo, e como todos viram, muitas coisas boas e outras não tão boas aconteceram durante esses 15 dias.

Fatos bons 

Evolução de seleções que antes eram “saco de pancadas”: Nesse caso temos 2 seleções, a Islândia e o Japão. A Islândia vem fazendo um trabalho intensivo nos últimos 10 anos perante a popularização do futebol. Capacitação de técnicos (tanto é que hoje a proporção de técnicos com qualificação UEFA por habitante é a menor da Europa, com 1 para cada grupo de 1000 pessoas), construção de estádios e centro de treinamento cobertos e reforma dos estádios já existentes (mas não chega a ser uma arena como os estádios de Copa por exemplo) e o crescente interesse da população (num país de pouco mais de 300 mil habitantes praticamente uma boa parte dessa população foi na Euro 2016 na França e agora na Copa do Mundo) são exemplos positivos, mas o futebol na liga local ainda beira o amadorismo, mas depois de jogar de igual pra igual com a Argentina já vemos avanços significativos. Já a seleção japonesa já tem uma história em mundiais, sendo a sua sexta participação seguida em copas (e a terceira que ultrapassa a fase de grupos), e essa história no futebol tem uma parcela significativa de participação brasileira no desenvolvimento do esporte (quem não se lembra do Zico, Alcindo e outros jogadores atuando na J-League), além disso existe uma crescente do número de jogadores atuando nas maiores ligas.

Média de gols: Por enquanto temos uma média significativa de gols (2,54 por jogo, ou 122 gols em 48 partidas realizadas), uma partida com 0 a 0 (França versus Dinamarca) e que todas as seleções marcaram gols.

Arbitragem: um fato contraditório, iremos colocar aqui como fato positivo, pois melhorou a marcação das faltas e irregularidades com o VAR (tanto que o número de pênaltis marcados somente na primeira fase superou o índice histórico, ou seja, 24 pênaltis). Mas também vamos colocar nos fatores ruins.

 

Fatos ruins

Arbitragem: como foi falado anteriormente a arbitragem teve seu lado positivo, mas também seu lado negativo. Muitas vezes tinham faltas (mesmo com a ajuda do VAR) que não eram marcadas, as revisões de vídeo por muitas vezes retardavam o jogo e aconteciam equívocos.

Jogadores – estrela: Como vemos muitos jogadores que estão na mídia foram pra copa mas desses poucos aproveitam a oportunidade, e quem não conseguiu o destaque por muitas vezes já até voltaram pra casa, como Salah (Egito) Paolo Guerrero (Peru) Lewandoviski (Polônia). Dos que ainda estão na copa quem ainda é destaque é Cristiano Ronaldo (Portugal) , Kane (Inglaterra) Lukaku e Hazard(Bélgica) e Philipe Coutinho (Brasil). Já Messi (Argentina), Mbapeé e Griezmann (França) Neymar e Gabriel Jesus (Brasil) precisam aparecer mais, pois suas seleções dependem exclusivamente de alguma genialidade (por mais que o Brasil esteja num processo evolutivo).

Alemanha: Grande favorita da copa, a Alemanha resolveu apostar em mesclar a seleção com jogadores com experiência campeã na copa 2014 com um grupo de mais jovens mas com destaque nos seus times. Mas Joachim Löw subestimou o grupo que a seleção estava, não fez um esquema tático favorável, e as derrotas para uma seleção já eliminada (Coréia do Sul) e para México favoreceram sua eliminação ainda na primeira fase, continuando a estigma que em algumas copas os países campeões de copas anteriores foram eliminados na primeira fase.

Casos de sexismo e homofobia: A Rússia já tem histórico de repreensão de minorias, mas isso ficou mais evidente perante a Copa do mundo. Era comum ver notícias de prisão de ativistas LGBT perto dos estádios da copa. Também vemos o sexismo, as cantadas forçadas dos homens as mulheres, como no caso da jornalista russa com os torcedores brasileiros. Com as redes sociais e a mídia intensa isso fica mais evidente.

Sobre Felipe dos Santos 11 Artigos
Professor de Historia, Técnico em Processos Gerenciais e Articulista Esportivo.