Quem quer colher novos frutos, planta novos frutos

Já ouviram aquela frase: “ǫᴜᴇᴍ ǫᴜᴇʀ ᴄᴏʟʜᴇʀ ɴᴏᴠᴏs ғʀᴜᴛᴏs, ᴘʟᴀɴᴛᴀ ɴᴏᴠᴏs ғʀᴜᴛᴏs” ?
Eu gosto sempre de trabalhar com exemplos, assim os textos ficam mais reais, verídicos, e mais práticos. E, hoje escolhi um acontecimento simples de minha vida, em um desses momentos de descontração, férias. Porque até mesmo nesses momentos somos testados, e convidados á evolução.
Foi inspirada na frase tema do texto de hoje, que resolvi esquiar pela primeira vez. E, foi tão gostosa a sensação. É incrível fazer algo que você nunca fez na vida. Acho que todo mundo deveria tentar mais vezes algo novo, pelo menos uma vez por semana, mesmo que sejam coisas simples do dia a dia. Vivemos num país com tantas opções pra tudo, e com a diversão não é diferente. Se você não pode viajar tanto, tente ser criativo. A mente, e a imaginação estão disponíveis para todos. Se divirta em seu dia a dia. É claro que sempre que você vai fazer algo pela primeira vez, não é simples. Quando vemos outras pessoas fazendo, imediatamente julgamos ou validamos, e enquanto estamos estacionados analisando as pessoa em ação, só estamos dando espaço pro medo e para a frustração.  Mas, só entendemos realmente “qualquer coisa” se estamos vivendo, sentindo na pele. Então fica a dica: Antes de julgar, se coloque mesmo no lugar daquela pessoa, se coloque em ação, vá pra arena da vida. Existem sim as horas de estar nos bastidores, mas é importante que você se arrisque também e vá pro palco, quando necessário.
          Para aumentar constantemente seu poder pessoal, você terá de se esforçar o tempo todo em coletar novas idéias de          fontes diversas. Todos precisam entrar em contato com novos ambientes de tempos em tempos pois, da mesma forma que ficaríamos debilitados se comêssemos a mesma comida todos os dias, a estreiteza de visão e a prática repititiva diminuem nosso potencial. Por maior que seja seu potencial, a pessoa que se fecha na própria concha, com o passar do tempo, torna-se irrecuperavelmente introvertida. E, em breve, ela se tornará egoísta e, por consequência, estreita na sua visão de mundo.
Foi em Bariloche que resolvi esquiar pela primeira vez. Caí logo na primeira tentativa e não conseguia levantar de jeito nenhum. Fiquei morrendo de vergonha e aí paralisei no chão coberto de neve. Fiquei olhando praquelas pessoas esquiando tão facilmente e outras tentando e tentando, e caindo, levantando. Pensei em tirar as botas de esqui e assumir que aquilo não era pra mim. Mas, eu não sou assim. Eu sabia que aquele pensamento era uma crença limitante “de que eu não era capaz”. Logo em seguida vieram outros pensamento como: Você não é capaz só porque caiu uma vez? Ihhhh, você é de vidro por acaso? Tem corpo de porcelana? Porque não pode cair? Qual o problema sério em levar um tombo? E aí, me levantei com muita, muita e, muita dificuldade. Mas, bota dificuldade nisso. E não caí mais. E se caísse, levantaria novamente. Ainda bem que eu insisti, porque foi a melhor sensação do mundo, e depois de ter passado por cima do medo, eu me senti tão corajosa e tão feliz. É uma coisa tão pequena, mas que me fez tão feliz naquele momento. 
Eu sei que deixamos de fazer coisas novas em nossas vidas, de arriscar, de abandonar o velho e iniciar o novo por conta de nossos medos. Dentro de nós temos a maior vontade do mundo de sermos ousados, corajosos e até um pouco imprudente em alguns casos. O ser humano tem isso dentro de si. O ser humano é aventureiro. E os sonhos existem exatamente para isso, pra nos desafiarmos e, cada vez mais irmos para mais e mais longe. E quando conseguimos o que tanto queríamos, conquistamos a paz, mas depois de um tempo o tédio vem nos dar “oi”, e aí aquele sonho de lá tras, que esta realizado no presente, não te empolga mais. E esse é um ciclo sem fim. Nós sempre queremos mais. Mas, não adianta esperarmos que novas pessoas, e novas situações brotem em nossas vidas, se não fizermos nada para isso. Você não vai colher maças se plantar repolhos. Você precisa se abrir para o novo. Fazer coisas que nunca fez antes. E se todos os dias você se desafiasse a fazer algo que nunca fez? Mesmo com medo. Até porque, “Ter coragem é ir com medo.”
 
Fiz uma música com essa frase. O nome dela é “Coração Desempregado”. Está disponível no Spotify, YouTube, ITunes e, em todas as minhas redes sociais e digitais. Ao longo de minha vida, notei que era denominado corajoso aquele que não tinha medo, mas eu aprendi que a pessoa que não tem medo, simplesmente não sente medo. Corajoso mesmo, pra mim, não é quem não sente os medos, e sim aquele que sente e mesmo assim, enfrenta. E, eu tenho reparado que muita gente tem medo do amor. Quando é paixão ainda rola aquele certo entusiamo, mas quando ela acaba e chega a hora de viver o amor, muitos pulam fora e acham que não sentem mais nada, porque a verdade no fundo começa a acontecer.
Nem todos sabem mas, o amor é uma escolha, um investimento e a melhor oportunidade para a gente se conhecer. Uma grande oportunidade para nos enxergarmos. É como se o nosso parceiro fosse um espelho e então enxergamos nele o nosso reflexo, e o problema está exatamente aí. É onde as brigas começam a acontecer. E aí temos medo de não sermos felizes então preferimos terminar aquele relacionamento, e com isso interrompemos a oportunidade de nos enxergarmos no outro e de evoluirmos. Porém, num próximo relacionamento você vai retornar de onde parou, e enquanto continuar fugindo do amor, você não vai passar dessa fase, e todos os seus próximos relacionamentos serão praticamente iguais. Bert Hellinger fala muito sobre relacionamentos e os seus respectivos aprendizados.
Eu também já tive esse medo do amor, de ir tão longe com alguém. Já tive dúvidas se amava mesmo a pessoa que eu namorava, e tudo porque eu simplesmente não era mais apaixonada. É claro que não. A paixão é uma ilusão da mente. A gente se apaixona pelo que a gente inventa. Mas, só o amor é real. O amor só pode começar quando a paixão termina. Mas o amor é uma escolha, é investimento, construção. Tem que ter coragem. E isso, muitas vezes dá medo. Aliás eu sou lotada dos medos bobos. Quem não é, né? rs
Comecei escrevendo a música “Coração Desempregado” pela frase “Já me apaixonei, é tarde demais e agora me bateu um medo. Me bateu um desespero danado, coração afobado resolveu bater mais cedo”, e então me percebi com medo de me apaixonar. Me dei conta de que muita gente por aí deixa de viver muitas coisas incríveis por causa do medo, e do nada a frase “ter coragem é ir com medo” veio em minha mente, como se um anjo tivesse soprado em meu ouvido. Pode notar que eu início a música com medo. Em seguida, a coragem ganha espaço dentro da música, e então, pego na mão do medo e vou junto com ele até o refrão! rs E aí chega a vibe boa da música. A gente não precisa se preocupar. Tudo está em seu devido lugar; “tudo o que acontece tem um porque, mas as vezes não é hora da gente entender” e, é exatamente por não conseguirmos enxergar o todo, que a gente sente medo. Se tivéssemos mais fé, né? E podemos ter.
É só não deixar o medo te parar. Ele existe. Não dá pra negar. Mas dá pra ir com ele e eu te garanto que o que você vai sentir depois de enfrentar esse medo é um misto de alívio e de prazer. Afinal, “quando a gente ignora o medo, a gente tem sossego”(trecho da minha música Coração Desempregado).
Se você está acostumado a deixar o medo te parar, coloque ele no bolso e vá. Essa, com certeza é uma escolha que vai te fazer colher novos frutos. Você vai se sentir emponderado. Escolha um medo por dia e enfrente-o, e consequentemente muitos novos frutos estarão disponíveis para você.
Já dizia Alana Traunzsky, co-criadora do Recalculando a Rota:  “- Saia da merda quentinha”. É fora da zona de conforto que a mágica acontece, e que sua vida começa mudar. Não procrastine mais. Comece agora. Já!
Acredito que nosso planeta é habitado não apenas por animais, plantas, bactérias e vírus, mas também por idéias. (Jacob Petry)
Bruna Pinheiro
A vida pode parecer assustadora, cheias de desafios. Mas essa coisa de medo é um grande conflito de nossa mente. Quem nos trás tantas inseguranças, dúvidas e pensamentos negativos, é nossa capacidade de dar atenção e importância às bobagens que pensamos. Temos uma série de ângulos diferentes que podemos entrar para discutir o tema de hoje. Mas o foco central é nos arriscarmos, e plantamos coisas novas, se esperamos colher frutos diferentes, maravilhosos e se sonhamos com mais. Mas o medo do novo parece sempre nos congelar.
Poderíamos abordar o ponto de vista da “lei da atração”, e que com ela você atrai tudo o que pensa e projeta, afinal nosso universo é um reflexo do que somos e pensamos. Poderíamos ainda entrar na cultura americana “passiva agressiva” que desenvolve o medo como forma de seleção natural, são social e profissionalmente “irônicos” e jogam duro psicologicamente para terem cargos e títulos. Eles mesmos se denominam assim. E que sobrevivam os melhores, ou com maior inteligência emocional. A inteligência emocional é física, mas também psicológica. Estou lendo um livro até complexo de Daniel Goleman sobre o assunto. E é fascinante pensar que somos reféns de nossa mente, de estímulos neurológicos que não conseguimos controlar e nos faz reagir de forma impulsiva, e como diz o ditado popular “somos nossos maiores inimigos”. 
Tem um profissional que respeito bastante e acompanho que se chama Pedro Calabrez que diz que nossa felicidade é interdependente de nossa mente e a forma como enxergamos as coisas, e até que a paixão, é uma demências da mente, é uma ilusão que criamos de algo que projetamos, que não é real, e nos trás dependência física. Depois dêem uma olhada nos videos dele no YouTube, vale o conhecimento. 
Trabalhar o medo e a confiança são muito importantes para o mercado coorporativo, se não para o mercado profissional como um todo, e para toda e qualquer relação humana. É importante sabermos nos relacionar. Sabermos respeitar e aceitar a opinião do outro. Afinal, o respeito termina, onde começa o espaço do outro. E sem sabermos ouvir, falar com respeito, e mais do que isso, nos colocarmos no papel do outro, para tentarmos entender atitudes e reações adversas às nossas, dificilmente iremos evoluir no entendimento e convivência humana. Hoje tudo está descartável, os casamentos terminam por falta de flexibilidade e entendimento. Os cargos corporativos estão cada vez mais competitivos, e os profissionais, mais qualificados. Então qualquer atitude que não te desafia ao novo, pode fadar sua carreira ao anonimato, ou ainda, à demissão.
Estamos criando o medo e o caos, quando criamos níveis de exigências sociais cada vez mais altos. Os países em que estes índices são maiores, são coincidentemente também os com maiores índices de suicídio. As terapias, que antigamente eram vistas para “pessoas problemáticas”, hoje são espaços semanais para que todos possam parar por uma hora para se conhecer melhor, e fortalecer sua auto estima. É uma atividade praticamente obrigatória na sociedade atual. 
Precisamos urgentemente trabalhar nossa espiritualidade, nosso auto conhecimento, nossa confiança. Precisamos o quanto antes identificar nossos talentos e nossas habilidades para nos alicerçarmos dessas fortalezas e confiarmos em “nosso taco”. E ainda para não deixarmos o mundo competitivo e feroz invadir nossa individualidade, ou isso irá refletir nas tão comuns ansiedades e depressões. Precisamos ter equilíbrio, nos conhecermos, e conhecermos o espaço do outro. E respeitarmos isso. Ou seremos reféns de nossos próprios pensamentos. E estamos aqui para viver, para aprender, para sermos felizes. Não podemos nos esconder em casa, fugirmos de desafios. Mas sim, seguirmos em frente com o medo. Porque a conquista pessoal que vem deste enfrentamento, essa sim é maravilhosa. Enfrentar um medo e vencermos, se chama superação. E a felicidade que vem dela é incomparável. Ela infla nossa alma, nossa essência e nos leva a um patamar mais alto, nos permitindo sonhar além. Eu encorajo todas as pessoas a se conhecerem, e a enfrentarem seus medos, para irem além, é desafiarem o novo. Thomas Edison só descobriu a lâmpada, depois de 99 tentativas de fracasso, e isso vale para nós. Não existem erros, apenas resultados, e aprendizados. É muitas vezes com a dor e nos desafiando a ir além, que nos permitimos evoluir.
Camila Chagas