A eleição nos EUA, reflexões de um brasileiro

Eleição americana, o que eu penso.

Após 13 anos suportando o PT destruir o nosso Brasil, não somos exemplos de votar bem pra nenhum país deste planeta. Ocorre que o viés à esquerda da nação foi tão grande nas últimas décadas por aqui, que o debate político (dos partidos majoritários que oferecem opção ao povo) se tornou esquerda x centro-esquerda.

Infelizmente, no Brasil, a centro-direita foi sufocada pela manipulação de massa conferida pela mídia jornalística (salvo as brilhantes exceções), classes pseudo-intelectuais e artísticas (exceções idem) e organizações de classe voltadas pra eterna lavagem cerebral de um país inculto. Lamento, principalmente, o que fazem os professores do nosso país, no ensino médio e superior (novamente, viva as exceções), fazendo das escolas e universidades, antros socialistas e comunistas, ensinando uma história diferente, daquela que o mundo condenou. Ou o mundo não agradeceu a queda do Muro de Berlim, o fim da URSS e tantos outros exemplos desse regime nefasto, que matou mais de 100 milhões de pessoas, ao longo do último século.

Porém, diante de todo esse descalabro, o Brasil sufocou, reagiu pelo povo (um quase milagre) e tirou do poder uma presidente que representava o espelho de uma organização criminosa de poder. Mas nada está resolvido, os tentáculos desses nefastos vermelhos ainda estão em todo lugar, em um aparelhamento visando agora, escapar da cadeia. Já dizia Rui Barbosa, “a pior ditadura é a da justiça, contra ela, não há o que fazer” (mais brindes as exceções, Sérgio Moro e República de Curitiba). O PT e os seus satélites apanharam nas urnas, um massacre, que só ratificou o processo legítimo e democrático da derrocada populista.

Todo esse preâmbulo pra falar dos Estados Unidos.

Os tempos são outros. Não vivemos mais a Guerra Fria.

Mas a esquerda cresceu na América, com os mesmos ingredientes da receita de 3 décadas, que foi feita no Brasil. Intelectuóides, artistas, músicos, professores e estudantes de uma geração alienada, fizeram os EUA temer o socialismo. Não dos Clinton, mas de Sanders. No fim, os democratas tiveram juízo e colocaram a esquerda light de Hillary, na disputa.

Ela perdeu, a tradição americana falou mais forte. Mas não há o que comemorar.

Donald Trump e seus conceitos radicais pertencem a uma época que não cabe mais no mundo. Que tenha sido apenas teatro de campanha, para o bem do planeta Terra. Sim, é preciso austeridade pra tratar de assuntos como a era terrorista que o mundo inteiro teme, mas tratar todos como iguais, sem distinção de raça, credo, nacionalidade, é condição fundamental para qualquer estadista. Melhor dizendo, para qualquer ser humano.

Não à toa, foi a eleição com maior rejeição entre os candidatos da história dos EUA, empatados em quase 60%, segundo pesquisas ianques.

Os Estados Unidos regem a economia mundial, que Trump tenha consciência disso e faça do equilíbrio a sua marca, querendo recuperar a pujança daqueles que perderam espaço pra linha da pobreza. Nas últimas décadas, dois terços dos americanos viviam na classe média, essa porcentagem caiu pra cerca de 50%. Esses votos, de quem empobreceu, foram pra Donald.

Só que todos os povos fizeram dos EUA, descoberto e colonizado, a nação mais poderosa do mundo. Generalizar os imigrantes como um problema, é de uma ingratidão e ausência de caráter, sem limites. Se lá, estatisticamente, latinos e negros lideram a criminalidade, é a questão de oportunidades que precisa ser aprimorada, assim como no Brasil (onde negros, pardos e nordestinos ou descendentes, dominam os índices nas prisões). Porém, tanto lá, quanto cá, não é culpa da condição da raça ou da naturalidade. É do sistema. Educação para todos, saúde para todos, oportunidades para todos.

Na mesma vertente, o terrorismo. Não é porque a pessoa segue o islamismo, que será inimiga do ocidente. Muito pelo contrário. Maior exemplo é o Brasil. Onde uma linda comunidade oriunda das nações muçulmanas, convive em paz, em integridade, desenvolvendo o país com trabalho, valores e gerações gratas à nossa pátria.

O bandido, seja branco, negro, pardo, oriental; o terrorista, seja oriundo de um país islâmico ou nascido em qualquer lugar do planeta, precisa ser combatido implacavelmente sim. Mas não pela cor da pele, por onde nasceu ou pela religião que segue, mas por ser um mau para a sociedade.

Porque a maioria, é sempre dos bons.

Não fosse assim, a humanidade já teria tido o seu fim…

Portanto, sobre Trump: que os republicanos congressistas, também maioria que dividirão o poder com o presidente, coloquem limites em seus pensamentos que fogem da racionalidade.

O mundo é melhor sem a esquerda, mas jamais será bom, com radicalismo de direita.

Carlos Port

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