O Impacto das Relações Interpessoais

 

 Muito é falado sobre  relações interpessoais, muitos estudos a respeito, mas a cada dia, o mercado de trabalho é impactado por conta  disso.

Enquanto profissional da área da educação, percebo claramente que a cada início de ano letivo, muitos atendimentos são realizados devido a solicitação de transferência de turma pela dificuldade de adaptação ao novo grupo.

Onde está tal desconforto?

Na dificuldade de encarar o novo? Dificuldade em formar novos grupos? Medo? Insegurança? Resistência?

Será que é salutar atender as solicitações realizadas?

Muitos pais chegam a solicitar um atendimento  com a equipe escolar para “atender” as necessidades do seu filho.

 

Estamos formando futuros profissionais e o mercado está repleto de jovens com uma bagagem significativa de conhecimento, cursos de especialização, MBA, doutorado e afins, porém, na mesma medida, encontramos profissionais com dificuldades em suas relações interpessoais e consequentemente, na troca de experiências e compartilhamento de informações.

Encontramos talentos individuais desperdiçados pela incapacidade nas relações de troca e de aprendizado.

De que vale tanto conhecimento, se não há troca?

De que vale a ciência, se não trouxer paz a família e sociedade?

Há muito o que repensar!

É possível projetar-se no mercado de trabalho inscrevendo-se em diversos cursos preparatórios, de especialização e aprimoramento se ainda há a carência de requisitos primários?

E por onde começar?

Fica aqui um exercício diário como sugestão.

Olhe para o seu convívio familiar!

Sim. É na família que somos projetados para o convívio com o primeiro grupo social.

Reflita como é o seu convívio familiar, os desafios enfrentados, a tolerância às frustrações, a relação com as regras e limitações daquilo que não é possível, o dividir, o respeito ao limite do outro, a experiência de compartilhar seu espaço…

É neste momento que colocamos em prática verdadeiramente as “famosas” operações matemáticas: somar, subtrair, dividir e multiplicar.

Como estão estas operações em sua vida?

 

E nesta mesma vertente você é direcionado ao segundo grupo social: a escola. Suas atitudes tendem a dar continuidade  pela própria lei da vida, onde repetimos o que aprendemos em nossas relações familiares.

 

E assim iniciam-se os conflitos em que as necessidades individuais tendem a ficar em segundo plano em prol do coletivo, não havendo grandes intervenções nas suas relações.

 

Por fim, este é o maior desafio no mundo corporativo, onde contratações são realizadas levando-se em conta a capacidade do profissional, bagagem curricular, porém, no decorrer do caminho, isso se perde em decorrência do impacto causado em suas relações.

E é nesta vertente que muitos profissionais de RH tendem a investir em treinamentos técnicos mas no momento da contratação, leva-se em conta, traços de personalidade, valores pessoais, caráter e como tudo isso é administrado em suas relações.

Regiane Pinheiro

Sobre Regiane Pinheiro 9 Artigos
Regiane Pinheiro Psicóloga com especialização em gestão de pessoas nas organizações. Atuante na área da educação e orientadora vocacional.