Lesões provocadas por outros jogadores: acidente ou imprudência?

No último domingo aconteceu mais um daqueles clássicos que dá o que falar. Um Vasco e Botafogo daqueles que demorarão a ser esquecidos, não por lances geniais e gols bonitos, mas por uma lesão, digna de colocar um “proibido pra menores”. Rildo, jogador do Vasco, entrou solando em João Carlos do Botafogo, e quebrou a perna dele. E o jogador em questão “somente” levou cartão amarelo, mas se lesionou posteriormente.

A polêmica em questão é se foi acidente ou imprudência. Ora, se um jogador de futebol em uma disputa de bola deixa o pé em direção da perna do adversário e não recolhe, ele age com imprudência, e, muitas vezes por deslealdade.

Vendo o histórico do Rildo ele conseguiu lesionar em 2015 o goleiro Vanderlei do Santos Futebol Clube, ou seja ele já tem um certo histórico de lesões em adversários. Mas não existe somente jogadores que lesionaram outros jogadores na história. Tem o caso do Fagner do Corinthians que machucou Ederson do Flamengo, Jean Elias que lesionou o ex-meia Pedrinho do próprio Vasco da Gama, Márcio Nunes encima do Zico, entre tantos outros.

A questão é: se lesionar outro jogador, ele deve ficar afastado pelo mesmo período? A justiça desportiva prevê que sim, tanto que a Procuradoria do TJD-RJ já pediu o afastamento pelo período igual de recuperação. E sim, é a atitude mais louvável, pois, dependendo da lesão a recuperação pode durar até um ano (como casos de rompimentos de tendão por exemplo), e um jogador lesionar o outro e comprovar que foi imprudente, tem que punir como se ele tivesse brigado e sido expulso.

Jogadores de futebol não podem ser imprudentes com colegas de profissão. Lesão é algo muito sério e vindo de um fator justamente de jogo e de um adversário fica pior ainda.

Sobre Felipe dos Santos 11 Artigos
Professor de Historia, Técnico em Processos Gerenciais e Articulista Esportivo.