Impor limites – incumbência dos pais e não da escola

A importância da família no estabelecimento de normas é essencial para o desenvolvimento da consciência crítica da criança e do adolescente, é de extrema importância na sociedade no que se referem ao seu papel, responsabilidades e limites.

Impor normas e limites, assim como a autoexpressão e o confronto, é um modo de ajudar a criança e o adolescente a modificar seu comportamento sem prejudicar sua autoestima.

Consiste, essencialmente, em “delimitar o terreno” para que saiba onde está pisando ou, em outras palavras possa discernir com clareza o que é permitido e o que é proibido.

O tom de firmeza, ao fixar um limite, é essencial. Há pessoas que se perdem em justificativas, como se estivessem pedindo perdão por terem de estabelecer limites.

Quando hesitamos, fazemos mil rodeios, ficamos intimidados ou inseguros, os limites que estabelecemos não são levados a sério, nem pelas crianças e adolescentes, nem por outros adultos.

Os limites têm, portanto, a função de ensinar à criança e ao adolescente o que é e o que não é permitido. Sobretudo, têm também a função de dar proteção e segurança.

Essa incumbência não é da Escola, é da família.

A verdade é, que se a família não impuser limites na educação de seus filhos, a vida se incumbirá de fazer isso a sua maneira.

Sobre Elaine Marini 18 Artigos
Psicóloga graduada em Psicologia desde 1986, Especialista em Psicologia Clínica e Manejo Psicológico na cirurgia bariátrica; pós graduada em Psicologia Transpessoal, Psicologia Hospitalar e Gestão Escolar. Escritora com 4 livros editados na área de Psicologia. Atualmente Chefe do setor de Psicologia hospitalar no Hospital Cruz Azul em São Paulo.