Google diz que vendas da Black Friday no Brasil deve crescer 20%

As vendas do varejo online na Black Friday devem crescer entre 15 e 20 por cento este ano no Brasil, em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (22) pelo Google Brasil.

Em 2017, a previsão de receita para o e-commerce na data é de 2,2 bilhões de reais, segundo o Google. Isso corresponde a cerca de 4 por cento de toda a arrecadação do comércio eletrônico prevista para o país no ano, de 51,8 bilhões de reais, conforme estimativa da consultoria Forrester citada pela pelo gigante da Internet.

A Black Friday, que este ano acontecerá no dia 24 de novembro, é considerada a data mais importante para o varejo online no país, superando até mesmo o Dia das Mães, tradicionalmente a segunda melhor ocasião para o comércio eletrônico, de acordo com o Google.

O levantamento realizado pelo Google mostrou também um aumento na intenção de compra na data em 2017, para 68 por cento dos consumidores, em relação a 61 por cento no ano anterior, o que o Google atribuiu principalmente a uma melhora na reputação do evento, que vem se consolidando como uma boa oportunidade para descontos, depois de casos de fraudes observados em anos anteriores.

“As pessoas hoje confiam na data. Elas veem além do preço”, afirmou a gerente de Insights do Google, Carolina Rocha.

A Black Friday também deve atrair este ano 370 mil consumidores que nunca fizeram compras pela Internet, o equivalente a 10 por cento dos novos clientes previstos para o varejo online em todo o ano.

Entre os dados revelados pelo Google em evento em São Paulo está também a ampliação da data para além da sexta-feira, com muitas empresas se antecipando e promovendo ofertas a partir da segunda-feira e também as que continuam a maratona de promoções até a chamada Cyber Monday.

De acordo com os dados, 21 por cento das compras da data ocorrem nos dias que antecedem e sucedem a Black Friday e apresentam gastos médios maiores que os vistos na própria sexta-feira.

VAREJO FÍSICO

Em relação ao varejo físico, que movimentará 1,66 trilhão de reais no ano como um todo, segundo dado da Forrester citado pelo Google, o resultado da Black Friday deve ser positivo, mas a data ainda está longe de ter o mesmo peso para as lojas tradicionais que apresenta para as virtuais.

Esta diferença deve diminuir nos próximos 3 a 4 anos, quando o desempenho de ambos os setores na data deve ser equiparado, em um movimento de consolidação que dependerá muito de como os comerciantes atuarem este ano, disse à Reuters uma executiva do Google Brasil nesta terça-feira.

“Vai levar uns anos para o varejo físico estar totalmente consolidado e para o consumidor ter a certeza absoluta de que vai chegar na loja física e ter a oferta tão maravilhosa quanto ele tem na oportunidade online. Vamos dizer que daqui 3 a 4 anos esse nível de conhecimento do consumidor esteja tão alto que a venda será tão alta também”, disse a diretora de varejo do Google Brasil, Claudia Sciama, durante evento em São Paulo.

“Acho que vai depender muito de como eles vão atuar esse ano. Pelo que estou conversando (com os varejistas), eles vão entrar forte esse ano, o que ajuda a consolidar”, acrescentou.

Com a expansão da Black Friday para o varejo físico, a ideia é que cada vez mais categorias de produtos sejam incluídas nas promoções, como gêneros alimentícios, gerando mais vendas, disse a diretora .

“Acho que já estamos expandindo muito para outras categorias. A partir do momento que a data estiver consolidada no varejo físico, com certeza todas as categorias vão ser impactadas pela data”, afirmou.

No entanto, devido ao curto período de duração das promoções, é muito difícil que a Black Friday ultrapasse o Natal, maior data para o varejo brasileiro no ano, disse Claudia Sciama.

“A Black Friday é muito concentrada. O processo do Natal é muito mais alargado. Em termo de volumes de venda é muito difícil a Black Friday superar o Natal. Mas cada vez mais é um montante muito alto”, disse.

(Créditos: Reuters)