Copa do Mundo 2018: a copa dos gastos!

Ontem começou a Copa do Mundo com a vitória de 5 a 0 da Rússia sobre a Arábia Saudita. Mas a Copa de verdade começou desde o processo de escolha, no dia 02 de dezembro de 2010, quando a Rússia juntamente com o Catar foram escolhidas sedes respectivamente das Copas de 2018 e 2022. Pairavam dúvidas como a realização de partidas durante o dia sob o calor escaldante do deserto (do Catar), o deslocamento em um país que tem praticamente o tamanho de um continente, além da rigidez política do governo russo. Juntamente com isso veio o escândalo da compra de votos por parte de federações de futebol para eleger tais sedes, o que culminou com a prisão de algumas pessoas fortes perante a FIFA, além da destituição de Joseph Blatter do cargo da instituição.

Mas voltando à questão “Copa do Mundo”, a FIFA obriga o país-sede a oferecer estrutura compatível para a realização do torneio, e isso se passa por obras em todos os aspectos, como mobilidade urbana, reforma de instalações esportivas e dos estádios. E isso gera custos “estratosféricos” para o governo. Segundo estimativas o valor gasto pra tais obras ultrapassará os R$ 38 bilhões.

Pra se ter uma ideia o estádio Luzhniki em Moscou em custos atuais beira a casa dos R$ 2 bilhões. Esse não é um estádio construído pra Copa, e sim foi reformado, e isso perto de tais arenas construídas recentemente se torna uma obra cara.

Lógico que tais obras são necessárias pra realização de uma copa do mundo, mas há de se pensar em alguns fatores: se tais estádios vão ser usados frequentemente, se as obras vão deixar um legado benéfico. O exemplo está aqui no Brasil: dos 12 estádios que foram reformados ou construídos pra copa, 4 estão subutilizados, ou seja, são de times que quase não jogam o ano inteiro, tem baixa frequência de torcedores, o custo de manutenção é elevado e de governos que não se destinam o uso correto, como a arena pantanal em Cuiabá-MT, fora as obras que estão paradas, como o VLT também em Cuiabá.

Sobre Felipe dos Santos 11 Artigos
Professor de Historia, Técnico em Processos Gerenciais e Articulista Esportivo.