Conheça a Costa Rica, nossa segunda adversária na Copa do Mundo

A seleção da Costa Rica vem para sua quinta Copa do Mundo (apesar de ter uma tradição reconhecida dentro da CONCACAF em competições por ela realizadas), ela é uma seleção que tem alguns nomes interessantes como Keylor Navas (Real Madrid) e Bryan Ruiz (Sporting Lisboa), e mescla jogadores que estiveram na copa aqui no Brasil em 2014 e jovens promessas.

O técnico Óscar Ramirez montou uma equipe que presta pela velocidade, tanto que pós primeira rodada da Copa, jogadores da seleção apostam em contra ataques para justamente levar perigo ao gol de Alisson e companhia. Só que ao mesmo tempo que eles aparentam estarem tranquilos, jornais da Costa Rica apontam um “racha” no elenco após a derrota contra a Sérvia. Como a grande maioria das nações participantes da copa tem jogadores que estão em clubes de diversos países (salvo a exceção da Inglaterra, que todos os jogadores jogam na própria nação, na Premier League) a seleção da Costa Rica tem jogadores que estão espalhados no próprio país, Estados Unidos, Colômbia, Portugal, Inglaterra, Itália, Suíça, Suécia, Escócia e Espanha. Isso gerou uma certa divisão entre os jogadores que estão em times do continente americano versus os que estão em times europeus. Até vídeo de discussão em uma “roda de bobinho” foi mostrada em toda rede nacional.

Um fato interessante que das 5 copas do mundo que a Costa Rica participou (contando com essa) quatro tem a participação de um brasileiro ou seu descendente. Estamos falando de Alexandre Guimarães, que se naturalizou pra jogar a copa de 1990, foi técnico da seleção nas copas de 2002 e 2006 e, que agora, tem o seu filho, Celso Borges (La Coruña -Espanha) como um dos meias da seleção.

A seleção da Costa Rica teve méritos pra estar na copa do mundo, pois tirou a seleção dos Estados Unidos do páreo das eliminatórias na quinta fase (as eliminatórias da CONCACAF são divididas em 5 fases, em que seleções com pior ranking disputam as primeiras fases, pra depois, na quarta enfrentarem as seleções mais fortes e com melhor ranking, e os 2 melhores colocados dos três grupos da quarta fase fazem um hexagonal final), e, depois de algumas “zebras” a seleção Brasileira pode ter um certo sufoco, mas se deixar o time com uma defesa sólida e um ataque/meio que consiga marcar a saída de bola com qualidade, podemos sair com resultado positivo.

Seleção da Costa Rica, nossa segunda adversária.
Sobre Felipe dos Santos 11 Artigos
Professor de Historia, Técnico em Processos Gerenciais e Articulista Esportivo.