Conecte e se Desconecte 


 
Se pararmos para pensar no quanto o tempo passa rápido, ficamos impressionados como a tecnologia está avançando a passos incrivelmente largos. Quando nasci não existia internet, computador, e olha que nem sou tão velha assim, sequer cheguei aos 40 anos. A bem da verdade é que ainda faltam bons anos para isso. E fico impressionada em como a internet hoje democratizou nosso mercado, nosso conhecimento, e nos aproximou de todos. Ouvi uma vez uma teoria de que estamos a um grau de separação de sete pessoas, de qualquer outra pessoa do mundo. Ou seja, seriam necessários apenas sete laços de amizade para você chegar ao Bill Gates, ou na Rainha Elizabeth. Já o Facebook publicou uma estatística de que estamos ligados a qualquer outra pessoa do mundo com uma média de 3,5 graus de separação (pelo menos entre os 1,59 bilhões de usuários do Facebook). A tecnologia dobrou nossa proximidade com as pessoas, e consequentemente facilitou, e muito, nossa acessibilidade.

Antigamente, um artista por exemplo, precisava se destacar entre milhões e ter o suporte de uma gravadora para poder ter seu disco gravado e poder atingir milhões de pessoas. Hoje, o modelo de negócios das gravadoras já perdeu muito para os novos formatos e está se reinventando junto aos streamings e formatos digitais de distribuição, ou enfrentariam problemas financeiros ainda mais sérios. Um artista em pleno ano de 2018 pode facilmente gravar seu single em home studios, ou até em aplicativos que já dão suporte de edição semi-profissional como os Garage Bands da vida, e lançar suas músicas na internet, nas redes sociais (Facebook, Instagram, YouTube), nos canais digitais (Spotify, Deezer, iTunes, dentre muitos outros) e não depender mais de grandes investimentos ou um escritório para administrar sua carreira. A internet é democrática, porque você está onde quiser estar, e atinge quem quer atingir. Deixa de ser um universo de qualidade, com foco no artístico e no glamour, para um universo com foco na quantidade, nos conteúdos mais criativos, mas nem sempre com a melhor qualidade musical ou visual. E está tudo bem!

Um outro lado dessa esfera é o fato de então estarmos colocando tudo o que surge para exposição. Nossos filhos estão sendo expostos a cada vez mais conteúdos desqualificados. Não existem mais filtros, e artistas hoje estão sendo qualificados por robôs. Que podem ser reais, ou comprados. A indústria não avalia mais discos de ouro ou platina, mas seguidores no Facebook e visualizações em um vídeo do YouTube. 

E mesmo com todas as facilidades, não é pouco o que os artistas investem em publicações e divulgação na internet. Com os algarítimos dessas plataformas em constante reconstrução (para evitar intervenção de hackers e poderem continuar lucrando), uma divulgação que fazemos em nossa própria página do Facebook não atinge nem 2% de nossa base de seguidores. Mesmo para nos comunicarmos com as pessoas que se interessam por nosso conteúdo, precisamos pagar. 

Mas a velocidade dessas mudanças está a anos luz do que podemos imaginar. Diariamente milhares de aplicativos são lançados. Já se falam em carros sem motoristas, TVs de grafeno que podem ser dobradas e colocadas no bolso, com lançamentos para menos de 3 anos de hoje. Estamos na era do Bitcoin, de falarmos diretamente com nossos fãs, e não através de intermediadores. E hoje cada um tem a liberdade de escolher seu próprio conteúdo. Precisamos nos reinventar sempre. Ou acabaremos sendo reféns de um sistema que acabará nos resetando. 

Camila Chagas    
 

É impressionante como tudo muda o tempo todo. As pessoas, as condições, o clima, o mercado de trabalho, as tendências. Imagine se fossemos acompanhar todas essas mudanças fielmente? Eu sempre acreditei que pra se ter sucesso, era sempre importante estar informado e atualizado das novas situações atuais. Fui criada e educada para ser assim, mas isso pra mim não era o bastante. Eu pensava sozinha, comigo mesma: Porque tenho que me manter informada de tantas notícias ruins que passam na tv diariamente, se o que passa na tv, geralmente são más notícias?  O que vende são as n
otícias ruins, então consequentemente a mídia fica caçando catástrofes e violências pra manter suas audiências no topo, e com isso ganham mais e mais dinheiro a custa das desgraças alheias. Eu pensava: Não seria muito mais útil se eu me mantesse informada sobre o que acontece internamente em mim? Se eu conhecesse profundamente todas as partes do meu ser? Se eu descobrisse então uma forma de ser útil ao mundo, de agregar valor, e de ser então um pequeno grãozinho de areia a não dar mais audiência a esses terríveis acontecimentos? Dessa forma, já estaria fazendo uma grande coisa: a minha parte.
Nós pensamos que o que fazemos não tem tanta importância assim, né? Quem nunca pensou dessa forma, ao menos uma vez na vida? Pois cada pensamento nosso, cada atitude, cada escolha nossa tem um propósito maior e uma imensa consequência, mesmo as “pequenas coisas”, que as nossos olhos são pequenas, mas não são. O ser humano e a sua velha mania de validar as coisas, pessoas, sentimentos. Muitas vezes nós não vemos as consequências de nossos atos,mas não é porque não estamos enxergando, que isso signifique que nada aconteceu. É como o efeito borboleta. Já jogou uma pedrinha na água? Repare o que acontece. Os peixinhos se distanciam, segundos depois outros se aproximam pensando ser comida, um alo se forma em volta de onde a pedra foi atirada, e esse alo vai aumentando aos poucos. A pedra atinge o solo e a gente quase nunca vê onde ela foi parar, mas sabemos que ela está ali, em algum lugar bem no fundo do oceano, ou do rio, enfim. A pedra pode passar despercebida por alguém, pode ser ignorada também mas, ela está ali. Uma criança pode estar caminhando pela praia, e machucar o pézinho com aquela pedra que você jogou, uma jovem que coleciona pedrinhas pode passar por lá e pegar essa sua pedrinha e levar pra sua coleção. Ou alguém pode encontrá-la e usá la pra algo mais útil, para coisas do cotidiano. Enfim. Toda ação gera uma reação, mesmo que as vezes demore. Tudo o que plantamos, em algum momento brota. Isso é certo. É seguro! 
Por saber que toda ação gera uma reação, e que a gente atrai tudo aquilo que transmite, decidi que desligaria a minha tv. Hoje, tenho tv em casa, mas só pra assistir meus filmes e documentários. Não tenho vergonha de dizer que não tenho sede de informação ruim. Isso não significa que sou alienada e que não me interesso pelo o que acontece em nosso planeta. Pelo contrário, sou uma eterna amante das pesquisas, e estou sempre lendo. Mas, sei que independentemente das coisas horríveis e desumanas que tem acontecido em nosso país e em todo o mundo, também existem coisas maravilhosas e que não passam na tv, ou passam pouco. Sempre me questionei. A maioria da programação da televisão é sensacionalista. E a vida real não é essa. Na vida real tem sim muita gente passando fome por todos os cantos do mundo, tem muita guerra ainda, preconceito e discriminação sim, por raças, sexualidade e divergências de opiniões e de culturas, políticos corruptos roubando o dinheiro da população que não tem direito a educação, até porque se o povo tivesse uma melhor educação, não seríamos tão enganados na cara dura. Então sabemos que é isso mesmo que esses políticos querem. A população com o menor número de informações possíveis. Eles querem complicar mesmo, pra que a gente perca o interesse. O objetivo final deles é exatamente esse: que o povo se sinta “burro” pra que eles possam lucrar em cima. 
Fomos ensinados que política é complicado, é difícil, mas política nada mais é do que cada um de nós termos os nossos direitos humanos. E, isso me desculpe, mas não é o governo que dita. É você mesmo que faz a sua vida. Enquanto estivermos preocupados em olhar pra fora, em ligar a tv apenas pra ficar reclamando dessa bandidagem toda, não teremos tempo pra varrer a sujeira de nossa própria casa. Desliguemos a tv. Quem nunca ouviu que a gente atrai o que transmite ? Se o que você vê é só guerra, corrupção, discriminação, preconceito, falta de caráter, o seu repertório vai se basear apenas em coisas muito ruins, e quando for conversar com alguém, o que vai passar para as pessoas que cruzarem o seu caminho será sempre uma energia de medo, de angústia, indignação. E, é exatamente isso tudo o que você vai atrair para a sua vida. E vale lembrar que o ser humano é vulnerável. A gente se acostuma com qualquer coisa. Hoje, é absolutamente normal ver na tv notícias de estupro, roubo, mulheres quase peladas se desvalorizando cada vez mais, dançando de formas que ultrapassam a arte. E a gente já se acostumou. 

Enquanto atitudes éticas e comportamentos de respeito forem considerados objetos de louvor, a falta de caráter, a safadeza e a discriminação seguirá sendo o normal. Como é possível aceitarmos uma cultura onde não comer carne é considerado frescura, ou motivo de vergonha para muitos, e comer carnes e tudo o que vem dos animais seguirá sendo o normal? O normal não seria óbvio? Comer os animais não seria desumano? 

Desde pequenos aprendemos a ser “políticos” para conquistar as coisas na vida. Mas, não! Nós não temos que ser políticos pra evitar de perder as coisas e as pessoas. Nós temos que ser éticos. Não temos que fazer para sempre a política da boa vizinhança. É importante sermos éticos em cada segundo de nossas vidas, mesmo se ninguém estiver olhando. De que adianta ser político na frente das pessoas, se dentro de você isso não é verdadeiro? Ou se por trás dessas pessoas você julga, reclama, não concorda, acha um absurdo e, bla bla bla. 

Caráter é aquilo que você faz quando ninguém está olhando.

Então, toda vez que o pensamento de que você não entende nada sobre política ou de que precisa se manter informado de todas as calúnias que andam acontecendo, invadir a sua mente, lembre-se que você precisa apenas fazer a sua parte, em cada segundo de sua vida, e não esperar que os outros também façam. Não julgue! Faça você mesmo. 
O surgimento da internet fez tudo isso mudar um pouco, na minha concepção. Hoje temos acesso a tudo o que está acontecendo em nosso planeta. As coisas ruins, claro, mas também milhares de coisas incríveis por toda parte do Universo, e fora dele também, se você for um pouco mais além. 

A televisão impõe as notícias, e a internet apenas te expõe, e você escolhe do que quer se manter informado. 

Cada vez mais pessoas tem acesso ao que está acontecendo na agricultura e na pecuária, e isso tem feito com que muitos deixem de se alimentar de animais e de tudo o que vem deles. Não é segredo pra ninguém que o governo esconde do povo as verdades sobre como é a indústria alimentícia. Mas, algumas pessoas infiltradas começaram a se manifestar, e a ter coragem de contar as verdades por detrás da maravilhosa picanha que a gente come nas churrascarias da vida, dos queijos de todos os dias, e o leitinho de antes de dormir e de todas as nossas manhãs. Dois filmes que eu vi muitos bons, e que mostram detalhes é “Cowspiracy” e “Food Choices”, ambos no netflix. Valem muito a pena. De qualquer forma, num próximo texto podemos abordar somente esse assunto. Mas, o que posso adiantar é que a vida é feita de escolhas, e comecemos por nossos pratos. Não adianta sermos alguém super informado de todas as notícias mais quentinhas do momento, se a gente não faz nada com isso.
Não importa o que você sabe, o que importa é o que você faz com o que você sabe. Achamos um absurdo quem maltrata os animais, mas continuamos escolhendo uma boa churrascaria na hora daquela imensa fome, até porque é mais fácil e já estamos acostumados, né?(muitos diriam) Imagine mudar a nossa cultura? Mudar um hábito de uma vida inteira seria impossível (muitos também diriam). Fazendo isso estamos sendo coniventes aos que matam, maltratam os animais. Não é porque não somos nós que matamos, e porque não estamos vendo tamanha crueldade, que não temos parte de culpa nisso. Se você se alimenta do que vem dos animais, você esta assinando um termo pra essas pessoas continuarem matando. Mas, se você não consegue fazer essa mudança brusca em sua vida, pelos animais, faça então por você mesmo. Com certeza vai evitar adoecer tão cedo de tantas doenças comuns que vem surgindo por aí. 
E a internet nos possibilita ter acesso a tantas informações incríveis…
Sabia que os cientistas enstão trabalhando em uma peneira a base de grafeno que transforma a água do mar em água potável? Em abril do ano passado, uma equipe de cientistas alcançou um grande avanço na busca para remover sal da água do mar através do uso de uma membrana de óxido de grafeno. Atualmente, esse procedimento só está sendo usado em laboratório, mas mostra que em breve poderemos obter um dos nossos recursos mais escassos – água potável a partir de um dos elementos mais abundantes: a água do mar.
Sabia também que o sitema de transporte hyperloop é uma ideia de Elon Musk que promete transportar pessoas em tubos a velocidades loucas de aproximadamente 1.126 km/h. Ou seja, só levaria trinta minutos para viajar de Nova York a Washington DC, ao invés de quase cinco horas. Testes estão sendo construídos nos EUA, Holanda, Eslováquia e República Tcheca. O objetivo é ter um sistema de hyperloop entre Amsterdã e Paris até 2021. 
Sabia que estamos mais perto de termos uma droga que pode tratar os sintomas do autismo? Um teste clínico pequeno, mas promissor nos EUA, mostrou este ano que uma droga de 100 anos chamada Suramin pode melhorar de forma mensurável os sintomas do transtorno do espectro do autismo (TEA) em crianças.
Enfim, eu poderia ficar aqui contando as infinitas novidades boas que vem surgindo em todo o mundo, e que a internet nos possibilita o acesso. A internet nos trouxe um tantão de informação e com elas, possibilidades de escolha. Podemos ficar navegando pro lado da escuridão ou podemos fazer uma escolha consciente de navegar pela luz. E o melhor de tudo é levar luz a tamanha escuridão. 
A internet é democrática. Todos nós temos a chance de mostrar os nossos talentos, e como efeito borboleta, assim que fazemos algum “post”, infinitas possibilidades você está abrindo pra você mesmo. Antigamente, quando eu ía postar um vídeo cantando uma música, dava até um desanimo, porque quando eu começava a pesquisar, via que outros milhares de cantores haviam postado aquele mesmo vídeo. Porque isso acontecia ? Porque eu tava seguindo o mercado, e acompanhando as modinhas, e lógicamente sempre tem gente que já fez antes de você. Eu pensava o quanto a concorrência era grande, e eu sabia que eu precisava fazer alguma coisa muito diferente pra chamar atenção. E, eu pensava, pensava, revirava os meus pensamentos, virava noites, madrugadas, e era dificil sair na frente, pois sempre que uma musica nova era lançada, era uma corrida pra ver quem postaria o video primeiro nas redes sociais. E não só isso. A concorrência nos números também só crescem a cada dia, e eu fui desanimando de perceber que existem formas de alterar esses números. Bem, em todo meio existe uma certa corrupção. Ainda mais em se tratando do meio do marketing, da música. Enfim. 
Quando eu pensava em diferencial, em idéias super revolucionárias, era desanimador porque eu não tinha algo de excepcional em mente. Até que cheguei no ponto chave. Percebi que as pessoas não tem coragem de serem elas mesmas, ainda mais no ramo musical que é enfeitado com perfeições, maquiagens e trejeitos superficiais. Aprendi ao longo de minha vida que a perfeição afasta. As pessoas gostam mesmo do que é real. Então eu estava ali com a faca e o queijo na mão. Como eu não havia pensado nisso antes? Era simples. Á partir daquele momento, eu seria eu, sim.
Quando você é você mesmo não existe concorrência.”
Não adiantava mais tentar acompanhar as modinhas, ou estar informado de todas as mais novas notícias. Isso me preencheu durante um tempo. Eu acordava cedo todos os dias para ler a primeira pagina da Uol, mas detestava fazer aquilo porque tudo o que eu lia eram noticias desagradáveis sobre corrupcão em todos os aspectos, ou sobre assuntos que pra mim eram fúteis e também não me interessavam. Eu apenas lia pra me manter informada.
 Aprendi com o seu Derly, um rapaz que faz os reparos gerais aqui em casa que “Nem sempre quem chega primeiro chega melhor. “
Então eu parei de correr, larguei a minha ansiedade, joguei as crenças enraizadas que tinha dentro de mim, fora, e comecei a agir de acordo com a minha essência. Eu não julgaria mais as pessoas, ou o governo, se eu não tomasse nenhuma atitude. Se eu acho injusto a industria alimentícia, que eu pare de me alimentar como foi me ensinado, então. A partir de agora eu me alimentaria do que o meu coração sabia que era o certo. E, posso falar ? O nosso coração sempre sabe todas as respostas. Antes eu queria que todas as pessoas viessem comigo pro que eu acreditava, queria falar sempre que eu podia sobre a espiritualidade, sobre a inteligência emocional quando alguém vinha desabafar de sua vida comigo, mas percebi que não adianta tentar salvar o mundo dessa forma. E além do mais, quando alguém vem desabafar com você, ela quer apenas que você a escute e esteja ao lado dela. Se você vem com conselhos, acaba sendo “chato” e perdendo a pessoa, sem conseguir ajudá-la. Quando uma pessoa quer desabafar sobre seus problemas, tudo o que ela quer é apenas ser ouvida, e se você a interrompe achando que esta ajudando, você, na verdade, a perde. A sua solução não é a mesma solução praquela pessoa. Você nunca vai conseguir influenciar pessoas com as suas palavras apenas. Nao adianta tentar convencer as pessoas com as suas crenças. Porque o seu melhor, e a sua solução é de acordo com o que você viveu. Você não sente como o outro. Tenha certeza que a melhor solução praquela pessoa é apenas ser ouvida. 
Assim como você não vai conseguir também influenciar o maior numero de pessoas com suas palavras, na intenção de salvar o mundo. Era o que fazia antes. Isso é não respeitar o outro. Cada um evolui no seu tempo. A gente só consegue mudar o mundo, se antes mudarmos a nós mesmos. Isso tudo não significa que você não possa usar as suas palavras quando sentir que é o momento. Suas palavras podem também de certa forma ajudar sim muita gente. Isso também não significa que você não possa ler e aprender com o que lê. Tudo o que lemos fica em nosso inconsciente, e conhecimento é importante, mas ter conhecimento e não agir é como se você nao tivesse esse conhecimento todo. É como amar uma pessoa e nunca contar ou demonstrar esse amor a ela. É como se você nao amasse. “Ter conhecimento é ser inteligente, praticá-los é ser sábio. 

Quando fui chamada pelo Marcelo para ser colunista do jornal Tablóide na coluna de cultura, tive dúvidas se eu expressava as minhas verdadeiras opiniões ou se fazia o meio de campo. Eu não sabia direito os assuntos que eu abordaria, mas é impressionante como “O livro está dentro da gente”.
E a resposta dele quando perguntei se eu podia englobar outros assuntos além de minha carreira foi: -Seja você.
Ele deu a melhor resposta. Naquele momento percebi que eu realmente estava alinhada com o meu proposito de vida.
É engraçado como as coisas acontecem. Recebi o convite no momento certo. Porque depois de 17 anos de carreira, só hoje me encontro alinhada com o que eu realmente sou. E, em se tratando de redes sociais, como internet é democrático, a concorrência é maior ainda. Então nada melhor do que você ser você mesmo. Seja, nas redes sociais, o que você é em sua vida. Procurei, por madrugadas, o diferencial. Procurei fora, quando na verdade tava ali dentro de mim. É simples assim. O diferente é você ser você mesmo. E, não importa que existam milhares de pessoas fazendo o mesmo que você. Pois, cada um que faz, faz do seu jeito. Desencane de tentar imitar alguém, pois ficará falso. Não se importe em mostrar as suas imperfeições. Brinque com elas. Isso vai te aproximar das pessoas. E o único propósito da vida é esse. Aproximar pessoas, fazer conexões e criar laços de amor por todos os lugares que você passar. 
Uma vez eu estava assistindo uns vídeos da psicóloga Flavia Melissa, e uma amiga minha falou: “-Bru, porque você não lê fulano de tal ?(e falou um nome que não me lembro agora, mas era um nome dificil). Ele fala as mesmas coisas da Flavia e, é mais conceituado, mais respeitado.”
E eu disse a ela que eu me identificava mais com a linguagem da Flavia Melissa do que com a linguagem desse outro autor que não me lembro agora. Ela me mostrou alguns textos dele na época, mas não me identifiquei. Realmente eles falavam das mesmas coisas, mas de formas completamente diferentes. E até por isso eu e Camila Chagas criamos a coluna ELAS PARALELAS aqui no Jornal, porque falamos das mesmas coisas mas de formas e percepções diferentes, e isso pra mim é rico. Agrega. Acabei tirando uma lição importante desse simples acontecimento. Não importam quantas pessoas estejam fazendo o que você faz, pois a forma como cada um faz é completamente diferente. Tanto Flavia como o “Fulano de tal”, ambos falavam das mesmas coisas, mas eu me identifiquei com Flavia, e a minha amiga com o outro autor. 

Limites nas redes sociais 
No início de minha carreira, ás vezes, quando eu ia fazer os meus shows,e não tinha tanta gente assim, eu ficava triste. Eu era criança e achava que não tinha publico porque eu nao era tao boa. A criança leva tudo pro pessoal. (risos) E o meu pai me falou uma coisa que eu nunca vou me esquecer: “- Filha, se uma pessoa apenas gostar do seu trabalho, voce atingiu o seu objetivo. Se em cada show voce conquistar uma pessoa, voce terá uma rede de admiradores que vão sustentar o seu trabalho, a sua carreira.” Eu achei isso lindo e nunca esqueci. 
Acho muito importante que os seus materiais na internet agreguem valor á alguém, mesmo que seja apenas pra um grupo pequeno de pessoas. Não importa. Se você agregou uma pessoa apenas, você já atingiu o seu objetivo. Dê valor aquelas pessoas que respeitam e gostam de seu trabalho e não perca tempo discutindo com aqueles que entram em suas redes apenas para te difamar. É fato que quanto maior o sucesso, maior também a inveja, a cobiça, as criticas por todos os lados, os comentários maldosos. Você terá de aprender a conviver com isso. Tem um jeito fácil. Se você se lembrar que esses comentários maldosos vem de pessoas que estão pedindo socorro por amor, você vai lidar de uma maneira completamente diferente. Se você responde se defendendo ou atacando também, acaba perdendo a razão e se igualando ao crítico maldoso. Quando uma pessoa fala mal de alguém, ela acaba falando muito mais dela do que de quem a difamou.
“Quando João me fala sobre Pedro, sei mais de João, que de Pedro.”
Antigamente eu tentava conquistar todas aquelas pessoas que vinham me criticar. E cheguei a conclusão que eu tava alimentando aquilo. As vezes, eu deixava de responder as pessoas que comentavam coisas legais para simplesmente me defender dos que me difamavam. É como fazer um protesto de “Não á violência”. Não seria então mais simples levantar a bandeira da paz ? (risos) O Universo sempre nos diz SIM, então não adianta pensarmos no que não queremos. Temos que focar no que queremos. Pode reparar que toda vez que você tenta evitar algo, aquele algo acontece. Deixe pra lá o que voce não quer. Foque no que voce quer. Quando eu me defendia dos comentários maldosos, esses comentarios dobravam. Acredita que uma vez, um de meus fãs que eu nunca tinha visto suas mensagens, me mandou uma mensagem horrivel, e eu nao entendi nada porque quando fui ver, ele havia mandado antes tantas mensagens bonitas de admiracao pelo meu trabalho. Ele confessou ter feito isso pra chamar a minha atenção porque ele já havia ouvido que eu respondia todo mundo que mandava mensagens estúpidas me ofendendo. Então a única forma que ele encontrou de chamar a minha atenção foi mandando um comentário maldoso. (risos)
E, quando então decidi focar nos comentários construtivos e positivos, esses dobraram, triplicaram.
Enfim, decidi também que não postaria mais fotos fúteis de corpo. E a partir de então eu seria eu, as vezes brincalhona, as vezes mais seria falando sobre coisas que acho importantes, e sem medo. São as minhas opinioes. Não quero mais ser aceita. Quero apenas que minhas palavras possam plantar sementinhas em algumas pessoas. Pode ser uma. Podem ser duas, três, e quantas estiverem alinhadas comigo, na mesma frequência.
Pense nisso quando for postar algo nas redes. Poste algo que agregue valor. Faça alguém rir, ou pensar. Agregue sempre valor ás suas ações. E tenha limites para não se deixar levar pela “vida na internet”. Esteja sempre presente nas redes de uma forma positiva. E o positivo, muitas vezes, significa botar a boca no trambone sim. se isso estiver alinhado com o seu coração, porque não? Esteja conectado sim, mas não deixe que isso te desconecte e te afaste da vida real. 
E o mais importante: Faça mais coisas durante a sua vida que te faça esquecer de pegar o celular. 


 
Bruna Pinheiro