Atendimento domiciliar

O atendimento domiciliar tem como propósito trabalhar para qualidade de vida do paciente, trabalhando os aspectos emocionais que envolvem o adoecimento; e a desospitalização daqueles acometidos por doenças crônicas ; possibilitando a readaptação do paciente e da família com a assistência humanizada e integral.

O atendimento domiciliar em psicologia surgiu em decorrência do impedimento físico de locomoção das pessoas seguirem a um consultório psicológico. Não é algo ainda muito divulgado, mas já existem profissionais especializados neste tipo de atendimento. Essa prática cresce paulatinamente em razão do custo-benefício e também em busca da humanização; é uma prática utilizada em alguns hospitais públicos e particulares e conhecido como home care.

No caso dos hospitais há a necessidade de uma avaliação psicológica e dos profissionais envolvidos no tratamento para averiguar a real necessidade do paciente a este serviço.

Feito isso, é estabelecido à rotina deste tratamento da mesma forma que ocorre num consultório particular, combina-se dia, horário, quantas vezes na semana a fim de estabelecer uma rotina, para que o tratamento seja eficaz.

Cabe ao psicólogo compreender e trabalhar os conteúdos do paciente, traduzindo – o para equipe de saúde, sendo um facilitador do processo e do relacionamento entre equipe e paciente.

Trata-se de um trabalho extremamente delicado, pois ao adentrar a residência do paciente, o psicólogo estará em contato com toda rotina do mesmo e da família, devendo trabalhar somente conteúdos trazidos pelo paciente independente do que ele veja. O que importa neste tipo de tratamento é a forma que o paciente entende essa dinâmica e não a opinião do psicólogo dentro do que ele observa na rotina da casa.
Não podemos esquecer que para a família além de constrangedor é difícil definir qual o papel desse psicólogo em casa, muitas vezes nem sabe como tratar esse profissional; se como amigo visita ou familiar.
Será uma situação nova e cabe ao profissional se posicionar quanto ao seu espaço e suas possibilidades neste ambiente, deixando claro para todos os membros da família qual seu papel ali naquela situação enquanto terapeuta do paciente.
Deve-se deixar clara a abordagem terapêutica a ser utilizada afim de não deixar dúvidas ou constrangimentos durante o processo, sempre fundamentando a sua prática. O psicólogo também deve deixar claros a questão ética e os objetivos dessa terapêutica para amenizar o sofrimento do paciente e da família.
O atendimento domiciliar são em geral processos longos e que necessitam da participação de toda equipe multiprofissional para que sejam articuladas estratégias de cuidado, levando em consideração todo o contexto de postura e de rotina de vida do paciente, a fim de alcançar a qualidade de vida de forma integral.

Sobre Elaine Marini 16 Artigos
Psicóloga graduada em Psicologia desde 1986, Especialista em Psicologia Clínica e Manejo Psicológico na cirurgia bariátrica; pós graduada em Psicologia Transpessoal, Psicologia Hospitalar e Gestão Escolar. Escritora com 4 livros editados na área de Psicologia. Atualmente Chefe do setor de Psicologia hospitalar no Hospital Cruz Azul em São Paulo.